domingo, 1 de novembro de 2009

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diariamente eu penso em quanto o meu silêncio é necessário, banalizado como efeito colateral de um remédio fajuto.

sábado, 25 de julho de 2009

rua do sumidouro s/n.

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cada dia uma piada nova. disse a mãe que precisava aprender a digitar direito, para tornar o trabalho mais ágil. queria que o trabalho sumisse por uns dias. assim como os amigos sumiram sem deixar pistas.
o problema é que não sei precisar qual foi o dia em que me decepcionei com todos ao meu redor e resolvi enfrentar a loucura.
bater a cabeça na parede nunca foi meu forte (embora a cada dia me sinta mais propensa a qualquer coisa).


não sei precisar por que de repente a humanidade não se encaixa nos meus pensamentos.

terça-feira, 21 de julho de 2009

i miss home.

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e às vezes é só uma criança cansada e com fome olhando pela janela da porta.


sexta-feira, 1 de maio de 2009

e agora?

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mesmo sabendo que vai passar, eu sou só lágrimas.
uma dor profunda, intensa.
sensação de abandono completo.

sou o açúcar no fundo da xícara de café.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

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ela dizia que parecia uma despedida.
calçou sapatos, vestiu minha roupa: já não cabia mais.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

todos os dias

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é isso.

bla bla bla pra mim.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

desencontro

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você não estava presente. não sei quando esteve. um dia percebi que nunca soube quem você era.
comida mal comida, noite mal dormida.
os lençóis não lhe abraçavam a noite.
desconfio obrigação.
tanto tempo ali, dividindo a cama, o almoço, os carinhos, as contas.
mais do que nunca desconfio obrigação.

mais do que comum não prestar atenção.
dar ouvidos a seu umbigo apenas, fingir que se interessa.

eu ouvia uma música todos os dias e você sempre perguntava de quem era.

e eu não percebi essa distância.
de quem é a responsabilidade?
eu me sentia intensa mas não consigo determinar a verdade.

apenas um caso comum de gente que não se encontra, gente que passa despercebida.
e você não percebe.
e você acha, você sente, você insiste.
que tudo é amor.

mas no final, você não tem nada.
não soube se doar de verdade.

agora eu me encolho na cama, chorando baixinho.
pensando no momento ideal para recomeçar.
tudo de novo.


inspirado no Enrico e na Joana