20 de maio de 2012

o poeta, né?
fingidor.
finge, fingidor.
finge a dor ou a alegria?

3 comentários:

Steppen Wolf disse...

Porque não ambas, visto que o mesmo vive com os olhos no passado, para retirar suas dores de lá, e com a cabeça no futuro, sonhando em vivenciar seus sonhos cor-de-rosa manifestos palavras no papel?

Jeferson Moraes disse...

Acredito no dinâmismo poético, do poeta. Um comportamento transitório, um eterno vem e vai (possivelmente). Entre dúvidas e certezas. Cogitar suscita isso: instabilidade. Finge a dor em momentos céticos, prega o bom senso. Outrora, quando abraçava a alegria, a convicção, inspirava no próximo a ousadia, o foda-se mode on. Finge a alegria para contornar seus versos com traços que percorrem desde o belo ao horror. Um homicídio no jardim mais florido.

Por fim, finge em razão da importância que acredita ter, talvez.

bibiana veronica disse...

poetas não tem vida. vivem para fora, vivem sem alma. "joguetes do destino".