11 de setembro de 2010

minha nuvem

estava abandonada.
havia poeira, estava ali o abandono.

tive de limpar, tenho de cuidar.
não posso deixá-la abandonada assim por tanto tempo.

não quero estar sozinha por lá.
mas antes só do que mal acompanhada.



a partir de um ato falho entendi minha insanidade.

9 de setembro de 2010

escrevi e apaguei.

para que saber?

6 de setembro de 2010

de onde veio aquela sensação de abandono?

é sempre a mesma.
e não é dessa vez que ela vai passar.


eu ainda sou o vazio que não consigo preencher.

devassada e desmembrada.
quanto tempo falta para tudo acabar?


cê lembra daquela musica?
eu ouvia todos os dias e você perguntava sempre de quem era.
perdi a noção do tempo.
alucinei.
acordei e não sabia onde estava.

dois dias são muitos tempos.

eu sei, agora.

8 de março de 2010

indignação

O teu cabelo não nega mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega mulata
Mulata eu quero o teu amor

Tens um sabor bem do Brasil
Tens a alma cor de anil
Mulata mulatinha meu amor
Fui nomeado teu tenente interventor

Quem te inventou meu pancadão
Teve uma consagração
A lua te invejando faz careta
Porque mulata tu não és deste planeta

Quando meu bem vieste à terra
Portugal declarou guerra

A concorrência então foi colossal
Vasco da gama contra o batalhão naval
não me apaixonei.
não me levei, não me entreguei.

e não tenho a intenção.



(e espero que pare de me escrever diariamente.
já disse que não tenho esse interesse.)

17 de janeiro de 2010

a rua do sumidouro é de onde eu nunca deveria ter saído.

(eventualmente - excessivamante e adverbialmente - minha companhia é melhor que qualquer outra.)

23 de novembro de 2009

As we ride along under an optimistic sun the radio sings that everybody song by rem

And here I am fighting, fighting, yes I'm fighting not to cry

And that's another reason whyI ought to hate you like I do

Like I do.

1 de novembro de 2009

diariamente eu penso em quanto o meu silêncio é necessário, banalizado como efeito colateral de um remédio fajuto.

25 de julho de 2009

rua do sumidouro s/n.

cada dia uma piada nova. disse a mãe que precisava aprender a digitar direito, para tornar o trabalho mais ágil. queria que o trabalho sumisse por uns dias. assim como os amigos sumiram sem deixar pistas.
o problema é que não sei precisar qual foi o dia em que me decepcionei com todos ao meu redor e resolvi enfrentar a loucura.
bater a cabeça na parede nunca foi meu forte (embora a cada dia me sinta mais propensa a qualquer coisa).


não sei precisar por que de repente a humanidade não se encaixa nos meus pensamentos.

21 de julho de 2009

i miss home.

e às vezes é só uma criança cansada e com fome olhando pela janela da porta.


1 de maio de 2009

e agora?

mesmo sabendo que vai passar, eu sou só lágrimas.
uma dor profunda, intensa.
sensação de abandono completo.

sou o açúcar no fundo da xícara de café.

24 de abril de 2009

ela dizia que parecia uma despedida.
calçou sapatos, vestiu minha roupa: já não cabia mais.

18 de fevereiro de 2009

todos os dias

é isso.

bla bla bla pra mim.

16 de fevereiro de 2009

desencontro

você não estava presente. não sei quando esteve. um dia percebi que nunca soube quem você era.
comida mal comida, noite mal dormida.
os lençóis não lhe abraçavam a noite.
desconfio obrigação.
tanto tempo ali, dividindo a cama, o almoço, os carinhos, as contas.
mais do que nunca desconfio obrigação.

mais do que comum não prestar atenção.
dar ouvidos a seu umbigo apenas, fingir que se interessa.

eu ouvia uma música todos os dias e você sempre perguntava de quem era.

e eu não percebi essa distância.
de quem é a responsabilidade?
eu me sentia intensa mas não consigo determinar a verdade.

apenas um caso comum de gente que não se encontra, gente que passa despercebida.
e você não percebe.
e você acha, você sente, você insiste.
que tudo é amor.

mas no final, você não tem nada.
não soube se doar de verdade.

agora eu me encolho na cama, chorando baixinho.
pensando no momento ideal para recomeçar.
tudo de novo.


inspirado no Enrico e na Joana

Vanguart

tenho escutado diariamente.





13 de fevereiro de 2009

apenas sumiu

estava lá, sentado na calçada, com o maço nas mãos e nenhum motivo.
sem porquês, sem consequências ou causas.
apenas sumiu.
um dia ele perdeu a noção do tempo, nem sabe se bateu a cabeça ou se alucinou.
apenas sumiu.

chuva

só por que resolveu chover não significa que a animosidade acabou.
a umidade só piorou e meus cabelos acordam sempre alvoroçados.

de repente, um pouco de mim em você.

11 de fevereiro de 2009

eu não estou louca

esse calor é verídico, certo?