30 de novembro de 2010
22 de novembro de 2010
31 de outubro de 2010
24 de outubro de 2010
ele sempre vai perguntar de quem é a musica, adelina.
desde quando você se permite isso?
esquece a musica, adelina.
esquece o sonho, adelina.
nunca disse que não tinha o interesse.
e espero que não pare de me escrever.
adelina, não finja decepção.
você é quem decepciona.
(e de manhã recebe o cuidado, os dedos, o nao me toque)
desde quando você se permite isso?
esquece a musica, adelina.
esquece o sonho, adelina.
nunca disse que não tinha o interesse.
e espero que não pare de me escrever.
adelina, não finja decepção.
você é quem decepciona.
(e de manhã recebe o cuidado, os dedos, o nao me toque)
23 de outubro de 2010
10 de outubro de 2010
carta por encomenda.
novembro/2007.
para você.
me atordoa, me alimenta
me chama, me aguça a alma e o paladar
sacia vontades adormecidas e desesperadas.
me envolve como um firmamento azul turquesa
ter você me faz cafona, me deixa piegas
me consome as calosidades e enfermidades
minha voz aveludada, seu beijo vermelho
laranja
violeta
cor-de-rosa
você me alivia o peso
você me sustenta na minha leveza.
ter você me ameniza a dor de não te ter.
5 de outubro de 2010
26 de setembro de 2010
as vezes a cabeça balança sem motivo, como se fosse desgrudar do pescoço e rolar pelo chão.
e se rolar, quero olhar pra cima com desdém e dizer: tenta viver agora.
porque você me subestima.me coloca à prova.a prova de puta merda.
minha cabeça balança sem motivo e eu tenho muito medo que ela caia desse suporte imbecil que eu fiz pra ela.
um cabelo preto que nunca será ruivo.
um monte de baboseiras jogadas e enfurnadas nesse mundo de sinapses.
eu te subestimo.
te coloco a prova de merda, uma puta grosseria ainda está por vir.
tenho medo mesmo e essa é uma palavra recorrente.
a falta de foco é um sentimento recorrente.
a ansiedade não me permite.
cada vez que a cabeça balança - eu desconheço o motivo - os gatos se colocam aos meus pés esperando pelo pior.
rola a cabeça, guilhotina.
tola cabeça, revolução.
21 de setembro de 2010
18 de setembro de 2010
não me sinto como secar.
não me sinto como pintar.
ou como cortar.
ou como andar, falar.
não me sinto dirigindo, sem cabelo ao vento.
sinto uma garoa gelada no vidro.
e o edredom acolhedor.
como seu braço.
não me sinto como limpando ou entretendo.
me sinto paralisada.
novamente.
e tenho de cuidar do que eu sinto.
e novamente voltar à infindável luta matinal.
bem vinda.
seja feliz.
15 de setembro de 2010
11 de setembro de 2010
minha nuvem
estava abandonada.
havia poeira, estava ali o abandono.
tive de limpar, tenho de cuidar.
não posso deixá-la abandonada assim por tanto tempo.
não quero estar sozinha por lá.
mas antes só do que mal acompanhada.
a partir de um ato falho entendi minha insanidade.
Marcadores:
minha nuvem
9 de setembro de 2010
6 de setembro de 2010
de onde veio aquela sensação de abandono?
é sempre a mesma.
e não é dessa vez que ela vai passar.
eu ainda sou o vazio que não consigo preencher.
devassada e desmembrada.
quanto tempo falta para tudo acabar?
cê lembra daquela musica?
eu ouvia todos os dias e você perguntava sempre de quem era.
perdi a noção do tempo.
alucinei.
acordei e não sabia onde estava.
dois dias são muitos tempos.
eu sei, agora.
Assinar:
Postagens (Atom)