15 de março de 2012

volta.
e vem fazer minha vida fazer sentido novamente.

14 de março de 2012

ninguém é nada, na verdade.
somos apenas consumo e espelho do que mais nos interessa nesse episódio.

12 de março de 2012

assim as pessoas vão indo embora. tomando seus partidos. exercendo suas escolhas.


doce.
a pele é doce.
e eu inocente.

11 de março de 2012

odeio me ater a datas.
as vezes dura só o tempo de uma bebedeira.
e quando isso acontece, fica pra tras.

as vezes perdura.
e eu aprendo que não sou especial.
no tempo.
no espaço.
sou só mais uma procurando um espaço ou um tempo.
não tem evento algum. não tem nada.
aconteceu e acabou.
acordou? então agora vá cuidar do que é seu e espere a próxima noite.
quem sabe seu próximo sonho não seja diferente.

4 de março de 2012

disse que te amo.
e não, em nenhum momento poderia retirar isso.
não, em nenhum momento.

decerto possessão demoníaca.
falha na endorfina.
deficiência na sinapse.

decerto.



e todos tentam por toda uma vida estabelecer o que faz sentido apenas para si próprio.




"queria que voce visse minha casa nova.
falta sua música e seu cheiro nela.
falta seu gosto insistente na minha boca e sua saudade me percorrendo.
queria voce nessa cama, nesse sonho.
nossos sons na noite ofuscando as oferendas lá fora.
não quero ser nada, não me diz opinar.
falta seu palpite e seu cheiro de café pela manhã.
seu grito e seu gemido.
falta nossa desordem na vida e toda a consequência atrelada a ela.
seu humor está ausente nessa casa cheia da cor que voce me apresentou.
queria voce subindo novamente esse elevador vermelho me seduzindo.

na verdade eu só queria voce."

1 de março de 2012

dói.

27 de fevereiro de 2012

dedos a fundo.
me violou e (?).

não cabe essa metáfora em palavras.
voce foi embora sozinho.
sobrou a já conhecida angústia no peito e as músicas.
os sons da sua boca, os sons de suas mãos.

seu chevrolet não me sai da cabeça.
e como numa repetição, voce foi embora.
sozinho como chegou.


não deve ser possível o amor na repetição.

21 de fevereiro de 2012

quando a dor no peito chama-se ansiedade, qualquer comprimido ou pinga resolve.

18 de fevereiro de 2012

sei um pouco mais sobre mim agora.
agora que somos sonho.

5 de fevereiro de 2012

porque, voce sabe, não vejo a hora de te ter em meus braços e te carregar pra vida toda.

27 de janeiro de 2012

perder-se novamente.
e olhando o desespero sem saber pra onde ir.
desacreditar.

pois acreditar na lonjura como forma de salvação é ébrio.
acreditar na incerteza é insano.
no lado vazio, muro.


28 de dezembro de 2011

cada segundo que passa minha vida fica mais distante.
me afogo nesse novo rio.
essas pedras que reviram.
meu rio.

8 de dezembro de 2011

i had a dream last nite. and it fits me like a glove.

um cachorro possuído me dizia, abraçado ao me pescoço, que você era o único. não iríam voltar. nem um. nem outro. e eu devia lutar por tudo isso.
e eu chorava, não tinha trabalho, não tinha casa.
andava em um ônibus com poltronas macias e amigas e seus namorados.
eu sozinha.
voce com ela. longe da minha visão.
e eu chorava, insetos andavam em minhas mãos e pernas.
um velho oriental me dava a mão ao mesmo tempo que me expulsava de sua casa, que entrei pulando o muro.
as amigas me consolavam. e eu chorava, eu soluçava.
o cachorro me abraçava e dizia que você era o único. que queria minhas intimidades.
e eu chorava, como sempre.

3 de dezembro de 2011

não existe paz quando se está na berlinda.

12 de novembro de 2011

pour your misery down on me.

20 de outubro de 2011

disse que eu conversava à noite e enchia o quarto de lembranças e fantasias.
só que eu sempre estava dormindo.