19 de março de 2012

obrigada, tarja preta.

15 de março de 2012

acordei a cinco dias com a certeza que não te amava mais.
vamos esperar esses cinco dias passar.
porque agora eu te amo mais que tudo.

volta.
e vem fazer minha vida fazer sentido novamente.

14 de março de 2012

ninguém é nada, na verdade.
somos apenas consumo e espelho do que mais nos interessa nesse episódio.

12 de março de 2012

assim as pessoas vão indo embora. tomando seus partidos. exercendo suas escolhas.


doce.
a pele é doce.
e eu inocente.

11 de março de 2012

odeio me ater a datas.
as vezes dura só o tempo de uma bebedeira.
e quando isso acontece, fica pra tras.

as vezes perdura.
e eu aprendo que não sou especial.
no tempo.
no espaço.
sou só mais uma procurando um espaço ou um tempo.
não tem evento algum. não tem nada.
aconteceu e acabou.
acordou? então agora vá cuidar do que é seu e espere a próxima noite.
quem sabe seu próximo sonho não seja diferente.

4 de março de 2012

disse que te amo.
e não, em nenhum momento poderia retirar isso.
não, em nenhum momento.

decerto possessão demoníaca.
falha na endorfina.
deficiência na sinapse.

decerto.



e todos tentam por toda uma vida estabelecer o que faz sentido apenas para si próprio.




"queria que voce visse minha casa nova.
falta sua música e seu cheiro nela.
falta seu gosto insistente na minha boca e sua saudade me percorrendo.
queria voce nessa cama, nesse sonho.
nossos sons na noite ofuscando as oferendas lá fora.
não quero ser nada, não me diz opinar.
falta seu palpite e seu cheiro de café pela manhã.
seu grito e seu gemido.
falta nossa desordem na vida e toda a consequência atrelada a ela.
seu humor está ausente nessa casa cheia da cor que voce me apresentou.
queria voce subindo novamente esse elevador vermelho me seduzindo.

na verdade eu só queria voce."

1 de março de 2012

dói.

27 de fevereiro de 2012

dedos a fundo.
me violou e (?).

não cabe essa metáfora em palavras.
voce foi embora sozinho.
sobrou a já conhecida angústia no peito e as músicas.
os sons da sua boca, os sons de suas mãos.

seu chevrolet não me sai da cabeça.
e como numa repetição, voce foi embora.
sozinho como chegou.


não deve ser possível o amor na repetição.

21 de fevereiro de 2012

quando a dor no peito chama-se ansiedade, qualquer comprimido ou pinga resolve.

18 de fevereiro de 2012

sei um pouco mais sobre mim agora.
agora que somos sonho.

5 de fevereiro de 2012

porque, voce sabe, não vejo a hora de te ter em meus braços e te carregar pra vida toda.

27 de janeiro de 2012

perder-se novamente.
e olhando o desespero sem saber pra onde ir.
desacreditar.

pois acreditar na lonjura como forma de salvação é ébrio.
acreditar na incerteza é insano.
no lado vazio, muro.


28 de dezembro de 2011

cada segundo que passa minha vida fica mais distante.
me afogo nesse novo rio.
essas pedras que reviram.
meu rio.

8 de dezembro de 2011

i had a dream last nite. and it fits me like a glove.

um cachorro possuído me dizia, abraçado ao me pescoço, que você era o único. não iríam voltar. nem um. nem outro. e eu devia lutar por tudo isso.
e eu chorava, não tinha trabalho, não tinha casa.
andava em um ônibus com poltronas macias e amigas e seus namorados.
eu sozinha.
voce com ela. longe da minha visão.
e eu chorava, insetos andavam em minhas mãos e pernas.
um velho oriental me dava a mão ao mesmo tempo que me expulsava de sua casa, que entrei pulando o muro.
as amigas me consolavam. e eu chorava, eu soluçava.
o cachorro me abraçava e dizia que você era o único. que queria minhas intimidades.
e eu chorava, como sempre.

3 de dezembro de 2011

não existe paz quando se está na berlinda.