17 de janeiro de 2010

a rua do sumidouro é de onde eu nunca deveria ter saído.

(eventualmente - excessivamante e adverbialmente - minha companhia é melhor que qualquer outra.)

23 de novembro de 2009

As we ride along under an optimistic sun the radio sings that everybody song by rem

And here I am fighting, fighting, yes I'm fighting not to cry

And that's another reason whyI ought to hate you like I do

Like I do.

1 de novembro de 2009

diariamente eu penso em quanto o meu silêncio é necessário, banalizado como efeito colateral de um remédio fajuto.

25 de julho de 2009

rua do sumidouro s/n.

cada dia uma piada nova. disse a mãe que precisava aprender a digitar direito, para tornar o trabalho mais ágil. queria que o trabalho sumisse por uns dias. assim como os amigos sumiram sem deixar pistas.
o problema é que não sei precisar qual foi o dia em que me decepcionei com todos ao meu redor e resolvi enfrentar a loucura.
bater a cabeça na parede nunca foi meu forte (embora a cada dia me sinta mais propensa a qualquer coisa).


não sei precisar por que de repente a humanidade não se encaixa nos meus pensamentos.

21 de julho de 2009

i miss home.

e às vezes é só uma criança cansada e com fome olhando pela janela da porta.


1 de maio de 2009

e agora?

mesmo sabendo que vai passar, eu sou só lágrimas.
uma dor profunda, intensa.
sensação de abandono completo.

sou o açúcar no fundo da xícara de café.

24 de abril de 2009

ela dizia que parecia uma despedida.
calçou sapatos, vestiu minha roupa: já não cabia mais.

18 de fevereiro de 2009

todos os dias

é isso.

bla bla bla pra mim.

16 de fevereiro de 2009

desencontro

você não estava presente. não sei quando esteve. um dia percebi que nunca soube quem você era.
comida mal comida, noite mal dormida.
os lençóis não lhe abraçavam a noite.
desconfio obrigação.
tanto tempo ali, dividindo a cama, o almoço, os carinhos, as contas.
mais do que nunca desconfio obrigação.

mais do que comum não prestar atenção.
dar ouvidos a seu umbigo apenas, fingir que se interessa.

eu ouvia uma música todos os dias e você sempre perguntava de quem era.

e eu não percebi essa distância.
de quem é a responsabilidade?
eu me sentia intensa mas não consigo determinar a verdade.

apenas um caso comum de gente que não se encontra, gente que passa despercebida.
e você não percebe.
e você acha, você sente, você insiste.
que tudo é amor.

mas no final, você não tem nada.
não soube se doar de verdade.

agora eu me encolho na cama, chorando baixinho.
pensando no momento ideal para recomeçar.
tudo de novo.


inspirado no Enrico e na Joana

Vanguart

tenho escutado diariamente.





13 de fevereiro de 2009

apenas sumiu

estava lá, sentado na calçada, com o maço nas mãos e nenhum motivo.
sem porquês, sem consequências ou causas.
apenas sumiu.
um dia ele perdeu a noção do tempo, nem sabe se bateu a cabeça ou se alucinou.
apenas sumiu.

chuva

só por que resolveu chover não significa que a animosidade acabou.
a umidade só piorou e meus cabelos acordam sempre alvoroçados.

de repente, um pouco de mim em você.

11 de fevereiro de 2009

eu não estou louca

esse calor é verídico, certo?

22 de janeiro de 2009

sonho

você estava sentado na poltrona do meu pai, aquela do lado da sacadinha. com um bermudão azul marinho, sem camisa, barba por fazer. a perna esquerda jogada no braço da poltrona, voce olhava pra mim. delicioso como sempre.

volta?

21 de janeiro de 2009

diferentes tipos de pessoas

tem gente que vê sempre o pior de uma situação. consegue enxergar uma situação bunda e atropelar sem dó. consegue se livrar. e tem gente que não consegue. tem gente que se recusa a aceitar que uma situação está bundando a mais tempo que deveria. e fica lá, abestado, trtando de enxergar a fundo o que deveria ser mais que superficial.

tem gente que procura o pior de alguém para guardar para si.
e tem gente que se agarra no melhor.

no final ninguém consegue dizer quem está errado.

eventualmente, diariamente

não me lembro de ter visto uma pessoa morta nessas condições. um corpo todo mordido, masserado. dava pena - como não poderia ter pena? tive de questionar a morte, fazia parte da página policial do jornal. coisa mais clichè, estupro seguido de morte, o corpo largado no meio do mato, atacado por cachorros.
-achei que isso só existisse na televisão.
os policiais me disseram que era comum: nessa região haviam muitos cachorros abandonados (ele disse que em estatística, era uma das primeiras do estado).
-corpos largados são comuns?
os policiais continuaram a dizer que sim, muito mais gente era assassinada do que imaginávamos. e eu não sabia se conseguiria pegar no sono. num efeito lógico comecei a reclamar do dia que escolhi fazer jornalismo e, principalmente, do dia que resolvi aceitar essa vaga nesse jornal. não era só a ânsia por causa do cheiro horrível ou a imagem forte. eram as circunstâncias. uma garota, mais nova que eu, assim largada no meio da floresta verdinha que o municípo tanto se orgulhava.
eu agora estava atulhada de sentimentos que não gostaria. que não cabia na minha descrição. eu estava pensando: onde ela está agora.
comecei a recriar na minha cabeça todas as idéias de morte e como as religiões encaram isso. reencarnação, céu, inferno. onde ela está agora?
comecei a pensar no seu legado e na dor das pessoas a sua volta. nesse egoísmo triste e sincero de nosas dores quando alguém morre. todos vamos morrer. por que sofrer?
comecei a pensar no amor que as pessoas sentiam e na legitimidade desse amor. por que você ama? ama por que alguém te faz bem? eu não gostava de acreditar nisso, achava que esse amor não era sincero. eu desisti de amar depois que alguém me disse que eu era o ar que ela respirava. mas doía pensar no amor dos familiares. era dor e era constante. eu sentia ao pensar na dor do namorado ao imaginar o passado recente aos acontecimentos.
liguei em casa, jorge atendeu. chorei ao telefone. voltei correndo aos seus braços e me deixei levar pelo sentimento. perdi a racionalidade completa, me dividi em várias para ser capaz de pelo menos tentar entender o que sentia.
adormeci.

20 de janeiro de 2009

medo

tinha medo de aprender.
medo de se mostrar.
medo de que tudo subisse bem alto na sua cabeça e tomasse conta de tudo.
tinha medos.
medos involuntários. e medos inconscientes.
estava de saco cheio de não poder escolher.

mas tinha um puta medo do porvir.

estava de saco cheio.
rasgou um saco de batatas e se enfiou dentro.

o medo a paralizava.

17 de janeiro de 2009

maquillage

c'est camouflage.

estou cansada de deixar que os outros adivinhem minha beleza.