Pensei em Pedro Juan dentro do box do banheiro, enquanto só eu podia me ver.
Pisei fora e ele foi embora.
15 de março de 2011
12 de março de 2011
8 de março de 2011
vazio.
esta tudo desmoronando e eu não pretendo fazer nada para reerguer.
já deu né.
a curva me espera.
já deu né.
a curva me espera.
6 de março de 2011
aconteceu conforme esperado.
daqui da janela dá pra ver o parque...
foram tantos comprimidos para tentar levar uma vida normal, descer de forma normal, conviver de forma normal.
minha ruína.
enfim, conforme esperado, curva maldita.
eu não estava lá e quando vi, o outro estava. quase ocupando meu lugar. eu não quis parar. não tinha pra onde ir.
tudo arrebentado, vidro estilhaçado, aquele vermelho no asfalto.
daqui da janela dá pra ver o parque. que merda de parque. some, parque.
não apareça quando eu for.
deixe essa memória em paz.
vou sonhar com você.
e dessa vez não vou acordar.
minha ruína.
enfim, conforme esperado, curva maldita.
eu não estava lá e quando vi, o outro estava. quase ocupando meu lugar. eu não quis parar. não tinha pra onde ir.
tudo arrebentado, vidro estilhaçado, aquele vermelho no asfalto.
daqui da janela dá pra ver o parque. que merda de parque. some, parque.
não apareça quando eu for.
deixe essa memória em paz.
vou sonhar com você.
e dessa vez não vou acordar.
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inception,
sob efeito do amor
estou fugindo dos seus rastros.
e as vezes parece que estou fugindo de mim.
tem tanto de mim na sua barba por fazer.
um tanto de violência que você não conhece.
estou fugindo de mim, ignorando meu instinto de sobrevivência.
eu não preciso, eu quero.
tanto tempo e não consigo deixar pra tras.
a pomba me disse: o passado fica no passado.
as cartas me disseram: o passado fica no passado.
eu entendo: o passado não volta, o futuro não aconteceu.
são apenas projeções.
tanto tempo que não consigo deixar pra tras.
estou fugindo de mim.
e eu olho e digo que quero viver.
dessa janela eu só vejo o parque.
copas altas.
a noite tem o barulho da noite.
eu não preciso, eu quero.
e não sei o que fazer com esse querer.
e as vezes parece que estou fugindo de mim.
tem tanto de mim na sua barba por fazer.
um tanto de violência que você não conhece.
estou fugindo de mim, ignorando meu instinto de sobrevivência.
eu não preciso, eu quero.
tanto tempo e não consigo deixar pra tras.
a pomba me disse: o passado fica no passado.
as cartas me disseram: o passado fica no passado.
eu entendo: o passado não volta, o futuro não aconteceu.
são apenas projeções.
tanto tempo que não consigo deixar pra tras.
estou fugindo de mim.
e eu olho e digo que quero viver.
dessa janela eu só vejo o parque.
copas altas.
a noite tem o barulho da noite.
eu não preciso, eu quero.
e não sei o que fazer com esse querer.
it took me 30 year to realize that 'i do' can turn into 'fuck you'.
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sob efeito do amor
28 de fevereiro de 2011
estava lá
desde que nasceu, estava lá esperando por mim.
para cumprir seu papel.
não preciso mais esperar.
a busca acabou.
24 de fevereiro de 2011
aconteceu.
sabia que ia chegar o dia no qualeu, embriagada, chutasse um de meus gatos.
ele passa bem.
23 de fevereiro de 2011
carta nunca enviada
foi muito para você o beijo no vestido longo.
voce disse que viria! - eu gritava. gritava sozinha, pois há muito você não me escutava.
uma distância que para mim era banal para você era um fardo.
minha posição deveria ser um fardo.
minha postura. um fardo.
assusta a quantidade de psicotrópicos para enganar uma mente em ebulição.
te queimei com meu caldeirão fervente, lava incandescente.
só que não sei ser diferente. e não quero aprender.
apaixonados querem casar.
querem viver uma vida.
eu quero viver essa vida, eu quis. eu achei. a derrocada. a invenção. é isso.
e então todas as musicas que quis compartilhar com você estou ouvindo sozinha.
e então a voz que quis soltar pra você, me abraça no chuveiro.
minha mão ficou estendida por tanto tempo e você estava olhando só pra baixo do buraco. eu sei como é. mas é pretensão dizer que entendo.
a vida em preto e branco.
nunca poderíamos nos encontrar se nossas vidas são em preto em branco.
se eu não emano cor.
se você não emana cor.
20 de fevereiro de 2011
19 de fevereiro de 2011
17 de fevereiro de 2011
el desierto
He venido al desierto pa' reirme de tu amor
Que el desierto es más tierno y la espina besa mejor
He venido a este centro de la nada pa' gritar
Que tú nunca mereciste lo que tanto quise dar
He venido yo corriendo, olvidándome de ti
Dame un beso pajarillo, no te asustes colibrí
He venido encendida al desierto pa' quemar
Porque el alma prende fuego cuando deja de amar
lhasa de sela.
voce apareceu sem sentido algum naquele banheiro no meio da manhã. eu estava sozinha, não haveria de ser diferente.
sempre a barba por fazer.
roçou seu rosto no meu de leve, quase sem querer - como se o roçar de dois rostos em um banheiro pudesse ser sem querer.
senti meus sentidos se perderem no meio do seu hálito reticente.
seus dedos na minha boca e sua mão arrebatando meus cabelos.
eu fechei os olhos, mas quando os abri, estava sozinha contemplando o azulejo.
15 de fevereiro de 2011
8 de fevereiro de 2011
agora
me mate agora.
olhe fundo nos meus olhos, olhe por dentro de mim. e me mate.
eu já passei por isso antes.
e antes
e antes
e antes
sei que suporto
como antes
e antes
mas não quero mais.
tome a responsabilidade e me mate, por favor.
ultima segunda
acordar, esquecer da vida e se fazer de morta.
a última segunda nem pareceu tão enfadonha assim.
monte de tarefas.
monte de pensamentos soltos incompartilháveis.
montes e montes.
entulho.
na ultima segunda feira eu resolvi fazer uma faxina.
será que consigo me livrar desse entulho?
pensamentos soltos indizíveis desinteressantes particulares infinitos definidos pontuais voam voam voam se amontoam na cabeceira da cama esparramam pelo piso de madeira se fazem verbo voltam para dentro se limitam sufocam encolhem emudecem os sentidos dilaceram peitos dilaceram dilaceram
18 de janeiro de 2011
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