obrigada.
18 de janeiro de 2011
22 de dezembro de 2010
insone
eu já estava cansada de ter você em meus sonhos todos os dias, seja puxando meu cabelo, seja cuspindo na minha cara.
já estava de saco cheio de ler e reler todas aquelas afirmações que vinham sorrateiras ao meu encontro, mas no final eram apenas enxurradas de palavras.
estou olhando pra frente agora e não tenho medo de dar um passo para trás, se isso caber no que eu sinto.
não tenho mais medo de pensar que você não merece cada suor.
como a torneira pingando durante a noite que não me deixa dormir.
assim como você chegou, voce vai embora.
eu sempre pensei que existia muito tempo entre nós, mas as palavras são torpes.
não me dizem respeito, não me entregam nem me censuram.
nada disso me pertence, meu mundo está repleto de reticências e o seu cheio de certezas.
eu me alimento disso.
já estava de saco cheio de ler e reler todas aquelas afirmações que vinham sorrateiras ao meu encontro, mas no final eram apenas enxurradas de palavras.
estou olhando pra frente agora e não tenho medo de dar um passo para trás, se isso caber no que eu sinto.
não tenho mais medo de pensar que você não merece cada suor.
como a torneira pingando durante a noite que não me deixa dormir.
assim como você chegou, voce vai embora.
eu sempre pensei que existia muito tempo entre nós, mas as palavras são torpes.
não me dizem respeito, não me entregam nem me censuram.
nada disso me pertence, meu mundo está repleto de reticências e o seu cheio de certezas.
eu me alimento disso.
21 de dezembro de 2010
4 de dezembro de 2010
eventualmente ele me puxava pelo cabelo e me deixava de joelhos naquela posição voce-sabe-qual para fazer voce-sabe-o-que.
seu pau tinha um gosto de saudade eterna daquilo que eu nunca vivi (nem viverei) e eu fazia com gosto.
por muitas vezes eu tentei entender o que significava essa artimanha toda, ou o que significava todo esse processo destrutivo na qual eu insistia em me meter. eu continuo tentando entender, mesmo sabendo que, no final do ano, do mes, do dia, da vida, a resposta já está plantada na minha cabeça.
eu repetia esse movimento de ir voltar. de bater a cabeça contra a parede, de desejar sofrer por alguma coisa que já nem sabia se valia a pena. eu esperava e esperava. esperava todos os dias para ver se eu mudava de idéia.
eu insistia em retornar ao começo toda vez que enxergava o final.
eu não sei por quanto tempo fiquei assim. hoje eu me vejo num espelho distorcido. e mesmo sabendo dessa distorção, continuo olhando. inevitabilidade.
deixei as unhas crescerem por falta de vontade de cortá-las. deixei os cabelos crescerem por falta de vontade.
e as vezes, só as vezes e eu diria bem as vezes, coisa de uma ou duas vezes em uma vida inteira, eu acredito que não mereço essa desonra.
seu pau tinha um gosto de saudade eterna daquilo que eu nunca vivi (nem viverei) e eu fazia com gosto.
por muitas vezes eu tentei entender o que significava essa artimanha toda, ou o que significava todo esse processo destrutivo na qual eu insistia em me meter. eu continuo tentando entender, mesmo sabendo que, no final do ano, do mes, do dia, da vida, a resposta já está plantada na minha cabeça.
eu repetia esse movimento de ir voltar. de bater a cabeça contra a parede, de desejar sofrer por alguma coisa que já nem sabia se valia a pena. eu esperava e esperava. esperava todos os dias para ver se eu mudava de idéia.
eu insistia em retornar ao começo toda vez que enxergava o final.
eu não sei por quanto tempo fiquei assim. hoje eu me vejo num espelho distorcido. e mesmo sabendo dessa distorção, continuo olhando. inevitabilidade.
deixei as unhas crescerem por falta de vontade de cortá-las. deixei os cabelos crescerem por falta de vontade.
e as vezes, só as vezes e eu diria bem as vezes, coisa de uma ou duas vezes em uma vida inteira, eu acredito que não mereço essa desonra.
30 de novembro de 2010
22 de novembro de 2010
31 de outubro de 2010
24 de outubro de 2010
ele sempre vai perguntar de quem é a musica, adelina.
desde quando você se permite isso?
esquece a musica, adelina.
esquece o sonho, adelina.
nunca disse que não tinha o interesse.
e espero que não pare de me escrever.
adelina, não finja decepção.
você é quem decepciona.
(e de manhã recebe o cuidado, os dedos, o nao me toque)
desde quando você se permite isso?
esquece a musica, adelina.
esquece o sonho, adelina.
nunca disse que não tinha o interesse.
e espero que não pare de me escrever.
adelina, não finja decepção.
você é quem decepciona.
(e de manhã recebe o cuidado, os dedos, o nao me toque)
23 de outubro de 2010
10 de outubro de 2010
carta por encomenda.
novembro/2007.
para você.
me atordoa, me alimenta
me chama, me aguça a alma e o paladar
sacia vontades adormecidas e desesperadas.
me envolve como um firmamento azul turquesa
ter você me faz cafona, me deixa piegas
me consome as calosidades e enfermidades
minha voz aveludada, seu beijo vermelho
laranja
violeta
cor-de-rosa
você me alivia o peso
você me sustenta na minha leveza.
ter você me ameniza a dor de não te ter.
5 de outubro de 2010
26 de setembro de 2010
as vezes a cabeça balança sem motivo, como se fosse desgrudar do pescoço e rolar pelo chão.
e se rolar, quero olhar pra cima com desdém e dizer: tenta viver agora.
porque você me subestima.me coloca à prova.a prova de puta merda.
minha cabeça balança sem motivo e eu tenho muito medo que ela caia desse suporte imbecil que eu fiz pra ela.
um cabelo preto que nunca será ruivo.
um monte de baboseiras jogadas e enfurnadas nesse mundo de sinapses.
eu te subestimo.
te coloco a prova de merda, uma puta grosseria ainda está por vir.
tenho medo mesmo e essa é uma palavra recorrente.
a falta de foco é um sentimento recorrente.
a ansiedade não me permite.
cada vez que a cabeça balança - eu desconheço o motivo - os gatos se colocam aos meus pés esperando pelo pior.
rola a cabeça, guilhotina.
tola cabeça, revolução.
21 de setembro de 2010
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